Prolapsos genitais

Dr. José Antonio Zelaquett - Prolapsos genitais
A linguagem popular já conhece termos como bexiga caída e útero baixo, por exemplo, vindo de mulheres que chegaram à menopausa e…
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A linguagem popular já conhece termos como bexiga caída e útero baixo, por exemplo, vindo de mulheres que chegaram à menopausa e que se queixam de condições físicas internas, características das profundas mudanças por que o corpo feminino passa quando chega a essa condição natural.
Essas expressões, que definem situações incômodas, algumas vezes chegando à incontinência urinária ou saída de ar pela vagina, define o que a medicina denomina prolapsos genitais, ou seja, a perda de sustentação muscular de órgãos como a bexiga, a uretra, o útero, o intestino e o reto, situações que são o resultado da fragilidade dos músculos e ligamentos que sustentam esses órgãos e que formam o assoalho pélvico.

Bexiga caída e útero baixo são o que a medicina chama de prolapsos genitais.

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A situação, na mulher, compromete o desempenho físico, levando a interferir diretamente no seu relacionamento social, seja no trabalho ou na vida íntima, prejudicando inclusive a sexualidade.

O tratamento para os prolapsos genitais é predominantemente cirúrgico

Os avanços da medicina trazem um tratamento seguro e confiável para os prolapsos genitais: a cirurgia, que “recoloca” os órgãos na posição adequada e dá o reforço necessário à musculatura que compõe o assoalho pélvico.
Os prolapsos genitais podem mostrar suas primeiras consequências em situações como um pequeno caroço surgindo na vagina, o que já provoca um grande medo na mulher, pensando tratar-se de algum tumor. Em grande parte dos casos, no entanto, é apenas resultado de um prolapso, ou seja, da descida de um órgão interno que não está sendo sustentado pelos músculos e ligamentos enfraquecidos.

Os prolapsos genitais possuem tratamentos diversos, conforme seu grau de gravidade.

14Claro que a mulher não precisa esperar algo como um caroço surgindo em sua vagina para procurar um médico especialista. As consultas ao ginecologista devem ser frequentes, lembrando que a saúde é o mais importante para se passar pela fase da menopausa com mais tranquilidade.Com os devidos cuidados é possível prevenir e evitar os prolapsos genitais que podem surgir nessa fase da idade feminina, como por exemplo:

  • A distopia da bexiga, quando a bexiga aparece na face anterior da parede vaginal;
  • A distopia do reto, quando o reto, que é a parte final do intestino grosso, chega até a face vaginal posterior;
  • A distopia de útero, quando o útero desce, surgindo primeiro o colo e depois o corpo uterino;
  • A distopia da cúpula vaginal, uma situação que pode ocorrer em mulheres que fizeram a histerectomia, a retirada do útero, quando a vagina inverte sua posição.

 

Conforme sua gravidade, o ginecologista pode classificar os prolapsos genitais em graus diferentes, cada um necessitando de um tratamento específico.

 

    • Prolapso leve, quando há uma pequena descida no interior da vagina;
    • Prolapso moderado, quando a descida chega à entrada da vagina;
    • Prolapso grave, quando ultrapassa a entrada da vagina e a mulher nota facilmente o caroço quando caminha ou faz algum esforço;
    • Prolapso total, quando os órgãos ficam completamente fora.

 

      • Para os graus leve e moderado, o tratamento pode ser feito com Laser (Fotona), fisioterapia e com a mudança de hábitos, limitando esforços excessivos e fazendo dieta para emagrecer. Os graus grave e total só podem ser corrigidos com cirurgia.

 

Quando tratados a tempo, os prolapsos genitais podem ser controlados sem cirurgia.

 

      • Em alguns casos é necessário a retirada do órgão, como no caso do útero, ou pode-se reconstruir sua posição, com a colocação de telas internas compensando o tecido pélvico debilitado, criando condições de suporte, principalmente nos casos de bexiga ou uretra.

 

Nunca deixe de consultar um especialista em casos de prolapso genital

Já dissemos anteriormente que manter as boas condições de saúde na menopausa depende de um acompanhamento anterior, quando essa fase ainda não se manifestou mas, em qualquer situação, sentindo algum peso interior ou notando que algo está surgindo na vagina, procure um especialista para determinar o melhor tratamento para seu problema.
O assoalho pélvico debilitado pode lhe trazer problemas maiores se não for convenientemente tratado, devendo sempre se lembrar que é melhor prevenir do que remediar.

Publicado por: Dr. Jose Antonio Zelaquett - Médico ginecologista - CRM 5266862-1
Médico ginecologista, é um dos poucos profissionais a atuarem na área de Medicina Estética Genital. Membro fundador da Associação Brasileira de Cosmetoginecologia.
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